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GULFNOTICIAS JCNEWS: Pacientes doentes ou com doenças crônicas devem ir ao médico, dizem especialistas

A imagem pode conter: 1 pessoa, selfie e closeupA jornalista Susana Rebouças preferiu tentar tratar dos sintomas de infecção urinária em casa por medo de sair
Mauro Adan explica que clínicas e hospitais da Bahia são seguras para receberem os pacientes |
Com orientação de isolamento social e com a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), causador da Covid-19, uma nova preocupação tem chamado a atenção das entidades médicas: pacientes com problemas de saúde que precisam de acompanhamento regular do médico, em diversas especialidades, estão interrompendo os seus tratamentos, com receio da contaminação do novo coronavírus.
Além disso, pessoas que estão ficando doentes durante o período do isolamento social não estão procurando um médico ou preferem se automedicar. Isso por conta do medo de sair de casa para uma clínica ou hospital e se contaminar com a nova doença que assusta o mundo.
Esse fato vem colocando em risco a vida desses pacientes, como informa a clínica geral e pneumologista das Clínicas Clivale Larissa Voss Sadigursky.
“Às vezes o paciente está se sentindo mal em casa há dias, mas só procura pelo socorro médico quando o estado de saúde já se agravou e não há mais muito o que fazer”, lamenta a médica.

É o caso da jornalista Susana Rebouças, 26 anos, que há uma semana está com sintomas de infecção urinária, mas preferiu tentar o tratamento em casa com a ingestão de bastante líquido, por medo de sair.
“Eu estou me permitindo ficar em casa e ir avaliando. Se não fosse em tempos de pandemia eu já teria ido, já que eu já tive outras vezes e o quadro se agravou para uma pielonefrite”, admite Susana.Cenários como este estão se tornando comuns e podem representar um risco à saúde da pessoa que opta por parar o tratamento ou não procurar ajuda médica ao identificar sintomas de alguma doença. De acordo com a clínica geral Tânia Morais Regis, deixar o tratamento e se automedicar são escolhas que nunca devem ser feitas pelos pacientes
“A automedicação é sempre um risco muito grande. No caso específico de uma infecção urinária, por exemplo, ficar apenas nas medidas caseiras aumenta o risco de uma complicação grave como a infecção atingir os rins. Deve-se procurar o médico ou serviço de emergência”, explica Tânia Regis.
Mesmo com o medo justificável de contaminação, especialistas da área recomendam que uma pessoa que esteja doente procure o mais rápido possível por ajuda médica, desde que obedeça as medidas de seguranças necessárias para sair de casa.
Ainda segundo Tânia Regis, “várias clínicas e consultórios estão funcionando normalmente com todos os cuidados para evitar contaminação”.
Cuidados das unidades de saúde
Para que as consultas médicas sejam realizadas em segurança, clínicas e hospitais privados têm seguido à risca alguns protocolos de precaução contra o Covid-19. Conforme o presidente da Associação dos Hospitais e Serviços de Saúde da Bahia (Ahseb) Mauro Adan, a Bahia possui uma estrutura médica qualificada e preparada para que os pacientes sejam atendidos em segurança durante todo ano e, principalmente, durante a pandemia.
“As equipes médicas e de enfermagem estão completamente aparelhadas e usando todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) necessários. Muitas unidades já estão fazendo uma pequena triagem no paciente pelo callcenter. Outras unidades fazem medição de temperatura ou um questionário quando o paciente chega para saber se existem sintomas de coronavírus”, detalha Mauro.
Mauro Adan explica que clínicas e hospitais da Bahia são seguras para receberem os pacientes | Arquivo: Divulgação
Para entender melhor como os hospitais e clínicas estão funcionando durante o período de pandemia mundial do novo coronavírus e quais cuidados estão tomando com seus pacientes, o Portal A TARDE entrou em contato com gestores de três redes de saúde que funcionam, também, na Bahia: a Hapvida, as Clínicas Clivale e a Clínica Colin.

Nas três redes médicas, os protocolos de desinfecção e limpeza de toda a estrutura, incluindo os aparelhos de ar condicionado, foram fortalecidos. Além de aumentarem o quadro de funcionários de limpeza e disponibilizarem álcool gel 70, acesso à água e sabão, EPI’s (luvas, aventais, máscaras, óculos e protetores faciais) para os funcionários, máscaras para os pacientes e mensuração de temperatura.
Segundo o diretor médico das Clínicas Clivale, Antônio Maltez, a informação é o melhor método para fazer que o paciente entenda que é necessário sair de casa e que é seguro o ambiente de uma clínica ou hospital.
“Estamos divulgando via rede social, SMS e em todos os meios possíveis a necessidade de não haver solução de continuidade no tratamento de pacientes com doenças crônicas, sejam eles nossos pacientes ou não. A preocupação com a Covid-19 é real, mas também não devem ser esquecidas suas doenças de base, como diabetes, hipertensão, nefropatias e outras. O não tratamento delas poderia resultar em doenças tão graves quanto”, adverte Maltez.
O mesmo foi destacado à reportagem pela gestora regional da Hapvida Talita Freire, que defende necessidade do paciente não parar com os tratamentos e explica que, além da higiene, a redes hospitalares seguem normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em que precisam separar os pacientes com sintomas de gripes dos pacientes com sintomas de outras doenças.
“Todos os serviços foram orientados pela ANS a serem separados por perfil. Logo, um paciente com sintomas de infecção urinária, por exemplo, não será exposto na mesma ala hospitalar que os pacientes com Covid-19”, esclarece Talita Freira, gestora da rede hospitalar da Hapvida na Bahia, Alagoas e Sergipe.
Segundo gestora da rede hospitalar da Hapvida, os hospitais estão seguindo regras rígidas da ANS | Foto: Divulgação
Já na Clínica Colin, de oftalmologia, além dos protocolos de limpeza, seguindo rigorosamente, as recomendações da vigilância sanitária, do Ministério da Saúde e do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, as consultas são marcadas em horários diferentes, de forma a não haver aglomeração de pacientes e acompanhantes, na recepção.

“Também estamos delimitando as cadeiras que podem ser usadas para manter o distanciamento mínimo, já retiramos as revistas da recepção e a higienização do ambiente com hipoclorito, dos profissionais e dos aparelhos com álcool em gel 70%, é constante”, comenta o oftalmologista da Clínica Colin, Marcos Vale
Mariana Bonfim, de 34 anos, moradora de Jaguarari, no interior da Bahia, optou por fazer a escolha contrária a Suzana e procurou informações com um serviço médico para saber como continuar o tratamento da ceratocone, doença que possui há cinco anos.
A ceratocone é uma condição em que o tecido transparente da córnea se curva para fora, causando complicações oculares e necessitando de tratamento contínuo. Ao saber que precisaria do isolamento social, ela ligou para a clínica e procurou se informar sobre a consulta e como seria o tratamento da patologia durante este período.
“Eles cancelaram minha consulta, mas recomendaram o uso das lentes de contato rígidas e os colírios recomendados”, comenta.
Telemedicina como opção
No mês de abril a ANS emitiu uma Nota Técnica informando que os atendimentos médicos realizados por telemedicina (vídeo-conferência com o médico) já estão autorizados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e são de cobertura obrigatória pelos planos de saúde.
Segundo o presidente da Ahseb Mauro Adan, a telemedicina é uma opção viável para os pacientes que estão com medo de sair de casa e precisam de uma consulta médica. Contudo, ela não atende na amplitude de todas as especialidades.
“Tem casos que a telemedicina não pode ser aplicável, o médico realmente precisa de uma consulta presencial. Além disso, existem clínicas, hospitais e planos de saúde que ainda estão em fase de implatação do serviço. Logo, não é uma realidade para todos”, explica Mauro Adan.

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